Dois problemas reais vistos no projeto Mastopexia:
1. cut_clip_ranges só absorvia um keep-segment curto no INÍCIO/FIM do
clipe (a lógica já existente do #6). Um keep curto no MEIO (entre dois
cuts, sem nenhum vizinho mantido pra herdar) nunca era absorvido —
sobrava como clipe de vídeo de 0,07-0,23s na timeline. Generalizado
pra qualquer posição, com limiar maior (6 frames / 0,3s, medido no
material real) — no meio, o pedacinho é descartado (vira parte do
corte ao redor), nas bordas continua sendo herdado pelo vizinho.
2. generate_subtitles_by_emphasis gerava a legenda comum inteira e
desativava (enabled="0") onde a dinâmica cobre. Título desativado
continua aparecendo como clipe riscado na timeline do Final Cut mesmo
sem renderizar — um corte com bastante ênfase virava dezenas de clipes
mortos poluindo a trilha (visto ao vivo pelo usuário: "ficou uma
bosta"). Trocado por não gerar o bloco comum ali, em vez de gerar e
desativar. Custo: reativar ênfase manualmente depois exige regenerar a
legenda comum daquele trecho, não só reabilitar.
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phrase_review_to_actions() cortava cada frase desativada isoladamente
(start..end da própria frase) — quando várias seguidas estavam desativadas,
a pausa ENTRE elas não pertencia a nenhuma frase e sobrevivia como um
clipe minúsculo (0,1-0,5s) na timeline final. Confirmado no projeto
Mastopexia real: 29 cuts individuais geravam mais de uma dezena de fatias
sub-segundo; agrupar frases desativadas consecutivas num único cut (do
início da primeira ao fim da última) reduziu para 3 cuts e 4 fatias
residuais (menores, provavelmente do padding do remove_media_silence —
registrado como dívida separada em 09_MANUTENCAO.md §2.5).
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Trabalho da branch feat/revisao-enfases: pipeline de edição por voz ganha
alinhamento forçado (whisperx), roteirização por LLM local (Ollama), e a
etapa 5 (revisão de frases) passa a refletir de verdade o que é aplicado.
- generate_subtitles_by_emphasis: legenda comum cobre o clipe inteiro,
legenda dinâmica só nas frases de ênfase, e a comum é desativada
(enabled="0") onde a dinâmica cobre, em vez de nunca ser gerada ali.
- validate_subtitle_layout ignora títulos com enabled="0" — corrige falso
positivo de colisão contra o que está desativado no lugar dele.
- Corrige zoom/marcador sendo descartado quando a borda encosta exatamente
no início de um corte.
- Etapa 5 do Assistente: recarrega quando as decisões da IA mudam (com
fresh=true, ignorando a revisão salva antiga) — resolve a dessincronia
entre "ativa" na tela e o que já foi cortado no FCPXML.
- Etapa "Processar" reaplica as decisões da revisão (_phrase_actions.json)
antes da cadeia de remoção de silêncio/legendas — antes, desativar uma
frase na etapa 5 não tinha efeito nenhum no vídeo final.
- Etapa "Concluído" fundida em "Processar" — abrir no Final Cut/Finder
aparece assim que termina, sem slide extra.
- Palavra clicável na etapa 5 agora funciona como toggle (clique de novo
desfaz) e mostra a própria ênfase (sublinhado colorido + peso da fonte).
- fcpxml/forced_align.py, fcpxml/llm_local.py, ai_edit.py: alinhamento
fonético via whisperx e roteirização local via Ollama/Gemma.
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Ao dividir _shared.py em admin/api/*.py ontem, o cálculo
`Path(__file__).resolve().parent.parent / "code"` foi copiado sem ajustar
para o nível de diretório novo. No arquivo original (admin/models_api.py,
direto em admin/) dois `.parent` chegavam na raiz do repo. Em
admin/api/shared.py, um nível mais fundo, dois `.parent` param em admin/ —
e admin/code nunca existiu. sys.path nunca recebia code/, então toda ação
que passa por `server` (analisar voz, aplicar decisões) crashava o app com
ModuleNotFoundError: server_tools.
O bug sobreviveu a duas rodadas de validação da sessão anterior — lint
zero, 1454 testes verdes, comando testado manualmente pela ponte — porque
todos rodam num venv com install editável (__editable__.fcp_mcp_server.pth)
que já deixa fcpxml/server_tools importáveis por conta própria, mascarando
qualquer erro no cálculo manual de sys.path. Só o app real, no fallback sem
uv, expõe o bug.
Correção: o cálculo de sys.path sai de cada módulo de comando (estava
duplicado em nove arquivos) e passa a existir uma única vez em
admin/api/__init__.py, que roda antes de qualquer submódulo — nenhum
precisa mais da própria cópia.
O teste de regressão precisou de duas tentativas pelo mesmo motivo do bug:
a primeira versão também passava com o bug presente, por rodar no mesmo
venv "de sorte". Só ficou confiável isolando um subprocess que remove
site-packages do sys.path antes de importar — confirmado nos dois sentidos,
falha com o bug reintroduzido e passa com a correção
(TestCodeDirResolution).
Detalhe completo, incluindo por que o comando manual não pegou:
Engine/docs/05_EXPERIENCIAS.md #25.
Lint zerado, 1457 testes passando (3 novos), app compilado.
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Eram 882 linhas de seis papéis sem relação, sob um nome que só dizia
"compartilhado" — o depósito onde tudo que servia a mais de um handler
acabava caindo.
media 316 transcrição em cache, corte por fala, relatório
paths 206 sandbox, limites, caminho de saída
project 116 abrir projeto, preparar modifier/generator
captions 112 SRT, VTT, listas com timestamp
detection 99 flash frames, buracos, duplicados
formatting 86 tabelas e relatórios dos handlers
O __init__ reexporta os 46 nomes, então os treze pontos que importam daqui
não mudaram.
_transcript_cut_report saiu de formatting para media: ele precisa do hint de
instalação e do _text_result, ou seja, é relatório de transcrição e não
formatação genérica — mover foi mais honesto que cruzar imports entre os
dois módulos.
Quatro testes patchavam `server_tools._shared.transcribe`; o nome agora é
ligado por _shared/media.py, então o patch passou a apontar para lá — mesmo
padrão da experiência #23.
Lint zerado, 1454 testes passando.
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A ponte JSON do app tinha 1.395 linhas e 37 comandos de oito assuntos
diferentes num arquivo só. Agora models_api.py guarda apenas a referência
dos comandos, a tabela de despacho e o main(); cada assunto virou um módulo
em admin/api/ (models, project, editing, zoom, subtitles, transcription,
voice, review), com a base comum em shared.py.
Nada muda para o app: ele continua chamando admin/models_api.py por caminho,
e os 37 comandos respondem igual — verificado rodando a ponte de verdade.
Duas coisas que a divisão obrigou a arrumar:
- A saída passa por `shared.emit` chamada pelo módulo, não pelo nome
importado. Isso preserva a propriedade de que trocar `emit` num lugar só
captura a saída de todos os comandos — que era acidental quando tudo
morava no mesmo arquivo, e vira intencional agora.
- `_CANCEL` e o lock eram globais compartilhados. O registro de downloads
foi para models.py, junto de quem o usa, com lock próprio: o antigo
protegia ao mesmo tempo o dicionário e a escrita em stdout, duas coisas
sem relação.
Também: admin/test_models_api.py estava fora de `testpaths` e nunca rodava.
Movido para code/tests/ e ligado ao gate — 1441 → 1454 testes
(ver Engine/docs/05_EXPERIENCIAS.md #24).
Lint zerado, 1454 testes passando.
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O writer tinha 4.199 linhas, das quais 3.300 numa única classe com dezoito
assuntos dentro. Achar o trecho de zoom exigia rolar por marcadores,
velocidade e legendas.
Agora é o pacote fcpxml/writer/, com um arquivo por assunto e o
FCPXMLModifier montado por composição de mixins. Mixins, e não objetos
separados, porque todas essas operações mexem no mesmo documento e nos
mesmos índices — separá-las em objetos independentes transformaria toda
chamada interna em travessia de fronteira sem nada em troca. A divisão que
importa aqui é de leitura, não de estado.
Nenhuma mudança de comportamento e nenhuma alteração nos ~50 pontos que
importam do writer: o __init__ re-exporta tudo, inclusive os nomes com
underscore que a suíte já usava.
core 723 carga, índices, navegação na spine, save
titles 600 títulos e legendas dinâmicas
cut 333 dividir, cortar faixas, apagar
speed 297 velocidade e zoom
(+ 20 módulos menores)
Único ajuste de chamada: quatro testes faziam patch em
fcpxml.writer.subprocess, que agora mora em writer.document (ver
Engine/docs/05_EXPERIENCIAS.md #23).
Lint zerado, 1441 testes passando.
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Transforma a etapa "colar decisões" numa tela de lapidação: a sugestão da
IA chega carregada e o editor afina frase a frase o que é ênfase e o que
fica fora. Essa marcação é o norte da etapa 6 — só as frases com ênfase
recebem zoom e legenda dinâmica; as demais ficam com legenda comum.
O campo de colar o JSON sobe para a etapa 4, então a numeração das etapas
não muda e a etapa 6 segue intacta.
Backend (fcpxml/phrase_review.py):
- build_phrase_review funde o _voice_timeline.json com as actions da IA
- trim por frase que anda em fronteira de palavra; corte parcial da IA
chega como trim em vez de ser arredondado fora
- phrase_review_to_actions volta a cuts/zooms + emphasis_spans
- merge_saved_decisions reaplica só as decisões salvas sobre uma revisão
remontada da análise atual, para reprocessar a voz não ficar mascarado
- resolve_source acha a mídia: o voice timeline guarda só o nome do arquivo
App (SwiftUI):
- layout de sala de edição: preview em cima, inspector à direita, timeline
atravessando embaixo com seis trilhas rotuladas
- preview enquadra no formato de entrega lido do .fcpxml (fonte horizontal,
projeto vertical), com alternância para a mídia original
- reprodução pula os trechos removidos e para no fim do trecho
- zoom manual por trecho marcado, sem guardar escala: a forma vem das
configurações de Análise de Voz no render
- emoção da fala exposta por frase
Correções encontradas no caminho:
- VideoPlayer (AVKit) aborta em runtime no app compilado por swiftc;
trocado por AVPlayerLayer (ver Engine/docs/05_EXPERIENCIAS.md #22)
- teste que ainda afirmava o default zoom scale=1.3 removido do parser (#21)
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